Capacitação integra estratégia da Emdagro para geração de renda, sustentabilidade e valorização do saber popular no campo
29/01/2026 | Assessoria de comunicação – Emdagro

Reprodução – Emdagro
Inserida em um processo contínuo de fortalecimento da autonomia produtiva e social das mulheres do campo, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) vem consolidando, por meio do Projeto Ater Mulher, uma agenda permanente de ações formativas junto às comunidades quilombolas do estado. Nesse contexto, a Comunidade Quilombola Patioba, no município de Japaratuba, foi contemplada com mais uma oficina de capacitação, desta feita voltada à enxertia em mudas frutíferas, técnica estratégica para ampliar a sustentabilidade e a geração de renda na agricultura familiar.
A atividade reuniu 35 participantes, entre mulheres quilombolas beneficiárias do projeto, equipe técnica da Emdagro e alguns homens da comunidade, que também participaram da oficina por reconhecerem a relevância da temática para o fortalecimento da produção local. A presença masculina, segundo os organizadores, reforça o caráter coletivo e integrador das ações desenvolvidas no território.
A oficina foi conduzida pelo técnico Manoel Menezes, da Emdagro, que através de uma abordagem prática e linguagem acessível, transformou o momento em um espaço de diálogo e troca de saberes entre técnicos e agricultores. “É muito bom esse contato direto com homens e mulheres do campo, porque a gente tem chance de trocar experiência”, destacou Menezes.
Os conteúdos trabalhados foram organizados em etapas teóricas e práticas, sempre estimulando a participação ativa dos envolvidos. Entre os temas abordados estiveram os materiais necessários para a realização da enxertia, os diferentes tipos de enxerto, a possibilidade de enxertia entre espécies distintas, o tempo de desenvolvimento das plantas e a importância da técnica para a diversificação e melhoria da produção frutícola. Durante o processo, as participantes compartilharam vivências e experiências já desenvolvidas em suas propriedades.
Aprendizado pela prática
O momento prático ganhou destaque ao adotar a metodologia do “aprendizado pela prática”, permitindo que as mulheres realizassem diretamente os enxertos. Para a atividade, a Emdagro disponibilizou 67 mudas frutíferas, entre elas jaca, carambola, seriguela, jambo, tamarindo, pitomba e pitanga. Parte das mudas foi utilizada durante a oficina e o restante doado às participantes, enquanto representantes da comunidade também contribuíram com mudas trazidas de suas propriedades.
Para a assessora técnica da Emdagro, Abeaci dos Santos, a ação reforça a importância de reconhecer e fortalecer o conhecimento construído historicamente no meio rural. “Quando valorizamos o conhecimento popular, entendemos que homens e mulheres do campo são plenamente capazes de construir uma base sustentável de desenvolvimento em suas próprias comunidades”, observou, ao destacar o papel do Ater Mulher na promoção da autonomia produtiva e social das famílias atendidas.
As atividades desenvolvidas na Comunidade Patioba integram um conjunto mais amplo de ações previstas pelo Projeto Ater Mulher, que contempla oficinas e capacitações em áreas como criações animais, agroecologia, corte e costura, produção artesanal e processamento da produção. Parte dessas iniciativas é financiada pelo próprio projeto e outras contam com parcerias institucionais, a exemplo do Banco do Nordeste.
A relevância das ações é potencializada pelo fato de a comunidade contar com um espaço de processamento de frutas e outros produtos alimentícios, recentemente construído. No local, são produzidos derivados do caju, bolos e outros alimentos, alguns deles comercializados por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), com fornecimento para escolas de diversos municípios da região, ampliando as oportunidades de geração de renda local.
Com uma atuação continuada e integrada, a Emdagro reafirma, por meio do Ater Mulher, seu compromisso com o desenvolvimento rural sustentável, a valorização das mulheres do campo e o fortalecimento das comunidades quilombolas sergipanas.



